quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A prestação Olímpica ...

Um pouco contra a corrente declaro, para os devidos efeitos, que os atletas olímpicos portugueses merecem todo o meu respeito e consideração.
Ser atleta olímpico é uma opção de vida tão exigente quanto absorvente para um qualquer ser humano daquelas idades; é viver o ciclo olímpico, quatro anos, em regime de quase “sacerdócio”…
É certo que muitos fracassaram e, assim, viram desmoronar-se os sonhos, todas as ilusões; e, num ápice e em segundos, lá caíram por terra todo o trabalho e sacrifício(s) de todos os dias…
Estou, assim, solidário com todos os nossos atletas olímpicos porque, à minha “escala”, também pratiquei e continuo a praticar desporto federado.
Quando em 2003 fui Campeão Regional de Ténis, pela Associação de Ténis de Lisboa, quase “rebentei” de orgulho.
Porém, e para viver aqueles momentos efémeros, quantos esforços e sacrifícios despendidos, quantos treinos de campo e preparo físico para dar corpo ao “treino invisível”.
O problema, o verdadeiro problema é quando se criam falsas expectativas na obtenção de resultados que, para o Comité Olímpico, deveriam ser os melhores de sempre.
O problema, o verdadeiro problema é que estamos a “educar” uma sociedade para adular os vencedores, independentemente dos seus méritos; apegamo-nos demasiado ao lado verde da bandeira, à esperança, mas quando as coisas correm mal, quando dão para o torto, viramos fácil e levianamente para o encarnado à espera de sangue.

E… assim se faz Portugal !!!

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